um colega de trabalho no telefone:
- oi, aqui é da tv…
- oi! não tô ouvindo nada… mas pode falar!
a gente riu até. e aí resolvi escrever isso aqui.
e aí caímos, eu e você, na real intenção desse post. ultimamente a vida tem sido de referências à vida cotidiana – o que não é todo mal, já que ironia e sarcasmo fazem parte dela o tempo todo. mas o problema é isso. ser referência.
juro que preferia estar colocando a citação de um livro. mas não ando lendo nada. ou podia ser a letra de uma música. mas não ando ouvindo nada, assim, que valha a pena o esforço. ou então, sei lá, falando de filosofia, política, religião, ódio, rancor.
mas não.
a vida não anda assim. anda sendo até leve demais, calma demais. chuvosa demais nesses dias nublados. eu queria ter mais tempo para sentar em frente à estante de casa e ler. mas ando tão ocupada fazendo nada. como aquelas compras que fiz e ao abrir a sacola notei que não tinha nada de útil dentro delas. ando dormindo não-sei-que-horas e acordando tarde. e o tempo voa e não tenho visto lá tanta coisa assim. riso fácil, conversa jogada fora, uma tranquilidade anormal para uma ariana. até o detestar tão inerente à mim tem sido automático – e direcionado a uma ou apenas duas pessoas, sendo que no momento me lembro apenas de uma.
sério.
a vida não pode ser só isso.
né, não?
