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shopaholic

4 jan

chego na tv e  a matéria que me espera é sobre consumo feminino.

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ok, eu falei que não ia contar o que coloquei na minha wish list. mas tenho que confessar que ‘comprar menos’ é um dos itens.

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domingo passado, fiz um limpa em casa – não apenas no meu armário, mas na casa inteira. o resultado: 2 caixas (daquelas de mudança) de sapatos, uma mala tamanho gg cheia de roupas, a descoberta que algumas mofaram de tanto tempo empacotadas, uma caixa de bolsas, uma caixa de panelas e coisas de cozinha, um liquidificador e outras coisas que não vou lembrar.

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tudo isso, que estava pensando em fazer um bazar, vou dar. a primeira parada vai ser a casa da minha mãe, que vai fazer a separação do joio do trigo e ver para onde vai cada coisa.

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e sei que assim que instalar a estante em casa e resolver abrir a caixa de livros, vou achar alguns para doar. mas esses já têm endereço certo: o t-bone, um açougue cultural que fica do lado da minha casa e que merece um post só pra ele depois.

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mas voltando à matéria, a pesquisa sobre o consumo feminino me fez rir. porque nós, mulheres, conseguimos ser hilárias. segundo o levantamento, os segmentos de produtos que nos deixam mais insatisfeitas são, por ordem: saúde (38%), serviços de fitness (29%) e serviços financeiros (28%).

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ok. agora, vamos pensar em uma mulher respondendo ao questionário. melhor, se fosse eu respondendo o questionário, pela internet, em casa, seria assim (porque  concordo que saúde, fitness e bancos deixam a desejar mesmo):

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saúde:

“hmm… vou botar aqui o que me deixa insatisfeita… saúde, claro, vem em primeiro. tudo bem que meu plano é bom, consigo ser atendida bem… mas aquela dermatologista ma-ra-vi-lho-sa não atende pelo plano! que desperdício. ok, saúde primeiro por causa disso.

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fitness:

“ai, tem mais espaço aqui para insatisfação. ah, já sei!  o que eu odeio é… fitness! academia! poxa, podiam fazer uma academia que a cada caloria perdida, você poderia comer um cupcake ou um brigadeiro para comemorar. nossa, isso ia ser ótimo. e outra: toda academia tinha que ter um time de gente pior do que você se exercitando loucamente pra não se sentir tão mal. porque hoje, quando entro e vejo aquelas garotas saradas, nossa, dá vontade de voltar pra casa e chorar…”

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serviços financeiros:

“ai, tenho que achar mais um item que me desagrada… o que seria? ah, O-D-E-I-O pagar o cartão de crédito. sério, todo mês me assusto quando chega a conta. e vou te contar: esse povo do sistema financeiro só se salva porque eu coloquei a coisa no débito em conta, senão não iam ver  a cor do dinheiro! povo mais injusto. tinham que dar desconto a medida que você os enriquecesse mais, né, não? porque não existe programa de fidelidade de cartão, que quanto mais você consome, mais desconto você recebe no final do mês. pronto. serviços financeiros, vocês estão na minha lista negra”.

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em resumo: a gente odeia aquilo que nos faz perceber o quão patéticas somos às vezes…

dias e dias para filmes

24 ago

se você (como eu) está sem nada para fazer essa semana em brasília… aproveite as mostras de cinema da cidade.

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saí procurando alguma coisa interessante para ver/fazer/sentir nesses dias pós-férias, depois de ver muita coisa interessante e barata nos estados unidos. fico indignada de não achar coisas assim por aqui, mas tem. eu é que não vou. como as mostras de cinema.

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hoje, começa a no ccbb a exibição ‘mestres do cinema japonês’. a mostra é uma parceria da unb com a embaixada do japão, levando 14 filmes de cineastas japoneses (dentre os quais só conheço mesmo o akira kurosawa, o que já mostra a minha falta de cultura oriental).

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para quem quiser saber mais sobre o cinema japonês, além dos filmes, dois debates vão ser feitos: hoje e amanha. o de hoje, é uma introdução ao cinema japonês, com o cineasta, diplomata e professor joão lanari bo (é pré-requisito de diplomata ser artista também? tô dentro!).  e amanhã, um só sobre a obra de akira kurosawa, com a pesquisadora de cinema japonês marcela canizo. tudo – filmes e debates – de graça.

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mais informações, aqui!

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outra mostra é de cinema uruguaio, realizada pelo instituto cervantes – começou ontem e vai até sexta-feira que vem. de graça, com filmes bem recentes, bacana para conhecer as películas do país vizinho. dá uma olhadinha no cartaz, aqui ó. vi o trailer de um dos filmes, whisky, e me deu uma sensação boa… de querer ver filmes fora do circuito hollywood:

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aí, na resisti, fui atrás de outro filme: 25 watts (que também será exibido):

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e semana que vem ainda tem os filminhos do anima mundi!

Manual de Sobrevivência (na pindaíba) em Brasília

22 mai

Dica 3: Contar com a Sorte

Hoje, eu só almocei. Tomei café e almocei e fui para o trabalho. Bebi água o dia inteiro e, à noite, resolvi assistir o filme Joe Strummer (que falei no post abaixo). Mas eu estava com tanta fome que o jeito foi parar em algum lugar para comer. Decidi ir num subway, perto do meu trabalho. Eu sempre me engano com o subway, já que peço pão integral e encho de verduras e legumes e tudo que é vegetal que tem por ali.

Parei o carro e desci. A fila esta imensa, umas 15 pessoas na minha frente, não ia dar tempo de ir ao cinema. Quando voltei para o carro, um funcionário do lugar me para e pergunta: desistiu? Eu falei que estava correndo e que tinha muita gente na fila. Foi então que ele me disse a melhor frase do dia:

- Por que você não entra na fila do drive-thru que vai inaugurar agora, é a primeira a estrear e ainda ganha o lanche de graça?

Meus olhos se arregalaram. Não podia ser verdade. Eu, economizando até shampoo para não ter que comprar um novo, e o cara me dando um lanche que ia custar uns 15 reais no mínimo… de graça? Fiquei meio desconfiada, mas logo veio um cara com cara de dono do lugar e refez o convite.

Entrei na entrada do lugar e fiquei esperando abrir. E não foi que foi tudinho de graça?

Sim, meus amigos, estou tendo pequenas alegrias durante a semana graças a minha miséria. E talvez isso seja o sinônimo de felicidade: ter pouco.

E quando digo que a dica é contar com a sorte, não é apenas esperar que um funcionário do subway te ofereça lanche de graça. Mas já consegui ingressos para assistir ao último show da ana botafogo, um espetáculo de dança de uns americanos fodões que não me lembro o nome agora (e que custava 120 reais) ligando em rádio.

É aquela velha história: às vezes a gente também tem que dar oportunidade para o destino agir em favor da gente.

Manual de Sobrevivência (na pindaíba) em Brasília

21 mai

Dica 2: Cineminha

Eu sou louca com cinema. Como diz a Meg, eu vejo qualquer porcaria quando entro e vejo aquela telona na minha frente. Só o clima, o charme e a pipoca (que eu amo!) já me dão prazer em ir. Mas o que fazer quando a média de preço para assistir um filme em Brasília é 18 reais?

(e, sim 18 reais é muita coisa… daria para eu lanchar a tarde a semana inteira)

As promoções feitas durante a semana são uma boa saída, se você quiser ver loucamente um filme que acabou de estrear nas salas. Por aqui, dá até para elaborar uma listinha dos dias bons para ir ao cinema:

segundas, terças e quintas

Parkplex – R$ 14,00 (até às 17h) e R$ 16,00 (após às 17h)

quartas

Parkshopping – R$ 1200
Liberty Mall – R$ 5,00
Parkplex – R$ 13,00
Brasília Shopping – R$ 11,00
Pátio Brasil – R$ 11,00

* Cine Drive-in – crianças até 10 anos e adultos maiores de 60 pagam meia-entrada. E aniversariante não paga.

Ok… mas se o problema financeiro está que nem o meu e 10 reais no cinema também aperta, não se desespere, há solução! Aqui em Brasília sempre tem mostras de cinema gratuito. A única regra é ter que gostar de filmes alternativos, de arte e estrangeiros – o que, para mim, não é problema, mas, sim, prazer!

pipocaSó essa semana, por exemplo, tem 3 lugares que dá para ir e assistir filmes de graça.

No Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) está tendo a mostra Tribos Urbanas no Cinema. Apesar do nome fraco (tribos é uma coisa tão careta, né não?), a mostra parece ser bem bacana. São 20 filmes (geralmente dois por dia) que retratam 10 tipos de movimentos culturais que tiveram influência ou foram retratados pelo cinema. Hoje,às 20h3o tem o filme Joe Strummer: O Futuro está para ser Escrito. O documentário sobre o ex-líder do The Clash ganhou o British Independent Film Awards 2007.E antes, as 18h30, vai passar Vida de Solteiro, que eu adoro!

Além disso, a Embaixada Francesa também está com a mostra Jacques Tati, da qual já falei num post ali embaixo. Amanhã, vai passar o filme As aventuras do Sr. Hulot no trânsito louco, que é o principal filme dele. Tudinho de graça, em uma sala bacana de cinema e com gente civilizada – o que significa sem gente sem noção, com telefone celular tocando, fumando (eu juro que já vi isso acontecer) ou casal explicando um para o outro o filme inteiro.

Na UnB, para quem tem horário mais flexível (ou quer aproveitar a hora do almoço) ás 12h vai passar na Casa da Cultura da América Latina o filme alemão A Vida dos Outros, que venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2007.

Manual de Sobrevivência (na pindaíba) em Brasília

20 mai

Brasília, assim como New York, são os piores lugares do mundo para se estar na pindaíba. No primeiro, porque tudo aqui é o dobro ou triplo do preço do que qualquer outro lugar do país. O segundo, porque, enfim, é New York e tudo é barato demais e dá vontade de comprar tudo o que vê pela frente.

Por isso, começo agora o Manual de Sobrevivência (na pindaíba) em Brasília, até que eu saia da pindaíba. Estou apertando daqui e enxugando dali para conseguir sobreviver em meio a minha crise financeira – causada por mim mesma. E o mais engraçado de tudo é redescobrir que economizar… é divertido! Bota a cabeça para funcionar.

Então, vamos a primeira história/dica:

Dica 1

Fui a dermatologista e ela me receitou um montón de produtinhos nada baratos. Você pode pensar… idéia de girico ir em dermatologista em tempos de crise. É CLARO que ela ia te passar um monte de cosméticos carérrimos da la roche-posay.

Mas a minha pele estava uma inhaca. O jeito foi ir na farmácia com a lista de coisas que ela me passou e ver o que dava para comprar. De todos, o que mais queria, era um ácido para descamar toda e renovar minha pele e tirar as manchas e secar espinhazinhas. Ou seja, milagre total. E ele era o mais barato: 20 reais. Comprei na hora.

Só que não dá para usar um ácido sem ter o protetor solar. E não adianta ter um sundown oleoso e com cheiro de praia para passar no rosto depois de tanto sofrimento despelando. Fui olhar o protetor receitado por ela, o Minesol Actif  FPS 30. Estava só “59 pilas”. Eu não reclamaria em outros tempos, mas como a coisa tá feita, o jeito foi usar um da l’oreal que tinha.

Passava e a coisa ficava oleosa na minha pele, brilhante daquele jeito que você tenta esconder até com pó e não dá. Aí, vi que nesse caso a máxima “a economia é a base da porcaria” que a minha mãe tanto fala se aplicava. Foi então que uma lâmpada se acendeu em cima da minha cabeça… PLIM!

Lembrei de um supermercado em Brasília que aceita o cartão alimentação (único lugar que tenho dinheiro) na farmácia. É o BigBox da 409/410 Norte.

Corri lá hoje e achei… Minesol Actif FPS 30, na promoção, por 47 reais!

Uhu!!!

(e o mais engraçado de tudo é que nessa, de correr atrás de preços e me segurar para não comprar coisas, voltei a ficar feliz com coisas simples… até mesmo um protetor solar!)

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