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eu ♥ rio

24 mai

o fim de semana foi perfeito no rio.
ah, o rio…

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vou contar uma coisa, tô quase indo pra lá. tem cidade mais linda que aquela?
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o fato é que: fui ver o paul.

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e foram quase 3 horas de show que nem vi passar. um dos momentos mais emocionantes do show foi quando o público levantou plaquinhas com o “na na na” na canção hey jude.

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não é de arrepiar?

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rio… amo você!

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(acredite ou não… foto minha. não é fascinante poder morar num lugar onde é só apontar a lente da câmera e pronto?)

essa tal bogotá

16 fev

foi numa festa onde não conhecia ninguém que num papo surgiu o assunto bogotá. o pessoal do trabalho do meu namorado, cada um de um canto do mundo, numa conversa de língua enrolada, numa mescla de espanhol e português. uma das pessoas era da colômbia. e, claro, na curiosidade mais óbvia, perguntei o que achavam daqui. o mexicano desmereceu, disse que odiou a cidade. e completou: “se fosse boa, o  niemeyer tinha ficado”. hoje, foi embora sei lá pra onde.

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a outra, colombiana, disse que era uma cidade calma demais para quem tinha vindo de bogotá. engraçado. eu, na mais preconceituosa das interpretações, achava que qualquer capital bolívia acima seria parecida com la paz – que me deixou a sensação de um cidade maluca, pobre e com um trânsito infernal. mas aí, ela largou o assunto brasília de lado e começou a falar bem de bogotá. contou como era grande, fria. como era parecida com são paulo, cosmopolita.

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cheguei em casa, curiosa, futriquei na internet. tempos depois, aparece na minha frente uma revista de avião com a reportagem de capa falando da capital colombiana. logo em seguida, resolvi ler a biografia do gabriel garcía marquez. e lá está ele, no meio do livro, em plena adolescência, se mudando para bogotá.

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e aí, um belo dia, uma amiga querida me diz: vou morar na colômbia.

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isso deve ter sido há uns 6 meses. de lá pra cá, acompanhei a saga dela e do marido (também meu amigo) de pensar em tudo – escola para filhos, onde ia ficar quando chegasse, como ia fazer com a profissão – jornalista como eu. alguns planos deram pra trás, mas a maioria deu certo. foi embora essa semana pra lá. e eu fiquei daqui com a promessa de ir visitá-la no meio do ano – porque, sim, fiquei bem curiosa de saber como é essa tal bogotá.

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mas enquanto não vou, daqui fico acompanhando o blog que ela acabou de lançar: comboio del norte.

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as minhas férias

7 jan

as minhas férias de agosto do ano passado foram excelentes! tudo tão perfeito e companhias pra lá de queridas! 5 meses depois, desenrolo e faço um vídeozinho com algumas das milhares de fotos que tiramos. ai, que saudade que deu!

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um pouco da vida aqui

21 out

essa semana fui parar em porto velho, rondônia. me surpreendi com o que vi. fica aqui um pouco dessa semana de trabalho, em imagens…

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eles lá… e nós lá também

8 set

acabou de sair no calmantes com champagne: paul mccartney confirmou a ida… à argentina!

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enquanto as especulações brasileiras ainda não são confirmadas, nuestros hermanos já fecharam a data com o eterno beatle – 14 e 15 de novembro. a vontade é imensa de ir, ainda mais que tenho uma semaninha para tirar de folga no trabalho.

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(e eu que tinha prometido que ia ficar um tempo quieta por aqui…)

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de quebra, ainda, se conseguisse tirar essa semana, daria para pegar no outro final de semana um oooutro festival, com direito a mika, stereophonics, massive attack, smashing pumpkins e pavement.

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sem falar que visitar os portenhos sempre é uma boa escolha.
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alguém anima?

as ruas de san francisco

28 ago

é um sobe e desce de ladeiras. mas as ruas de san francisco me reservaram outras descobertas.
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na verdade, as ruas de san francisco carregam poesia…

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mais até do que aquele estalar dos trilhos que anunciam os bondes se aproximando. ou o vai-e-vem de mendigos que sentam nas esquinas para ler livros. e o vento gelado que insiste em bater no rosto, mesmo sendo o meio do verão.
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há mais poesia do que isso ali. e basta olhar para o chão.


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foi andando em direção ao pier 39, não me lembro bem em que altura, que vi o poema no chão: “Walking in the morning / time smiles in my hand / This dawn / Lasts all day” (Andando de manhã / o tempo sorri na minha mão / Este amanhecer / Dura o dia todo).

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na hora, a reação foi fotografar e continuar a marcha. achei engraçado encontrar, buscando no google mais sobre o poema, outra pessoa que também ficou curiosa e resolveu gravar um vídeo. nem eu, nem ela sabemos porque ele está ali. só está por estar. para surpreender. e passar.
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e não foi só ali. no beco mais conhecido, ao lado do vesúvio, há palavras também de kerouac. ferlinghetti. e outros.
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e numa esquina no alto, na subida íngreme para a coit tower, achamos, sem querer, uma esquina. e fiquei me perguntando porque justamente ali era a esquina dos poetas – não havia um bar, não havia alguma coisa de arte, nada. só uma esquina no topo de uma ladeira, de onde se via san francisco imensa.

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acredite: as ruas de san francisco são carregadas de poesia.

um cara que atravessou meu caminho

23 ago

voltei dos estados unidos com um nome na cabeça: ferlinghetti.

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a história toda começou quando entrei no vesúvio. o bar, fundado em 48, era frequentado pelos escritores da geração beat – não preciso falar aqui o quanto gosto. era ponto frequente de kerouac, dylan thomas e neal cassady. desde que a rê havia me falado do bar, era o ponto em san francisco que mais queria conhecer.

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a convite do casal de amigos – natty e dave – fomos numa noite pra lá. achamos uma mesa vazia, no bar lotado, na parte de cima, num canto escuro e soturno, onde uma placa pendia do teto: booth for ladies psychiatrists (cabine para senhoras psiquiatras). era o local de onde se via o bar inteiro: a parte de cima e debaixo. dali, a visão era completa. por isso, se tornou ponto de análise das outras pessoas.

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mas dali, vi outra coisa interessante: uma livraria, do lado de fora, do outro lado do beco. conversando com o dave, namorado da natty, ele contou que os poetas beats se encontravam no andar de cima da livraria. comecei a ficar fascinada pelo local. mas terminadas as bebidas ali, com o vento da noite mais fria das férias batendo nos ossos, resolvemos pegar um táxi e voltar para o hotel.

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mas a idéia de passar ali de novo ficou na cabeça.

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no último dia, depois de andarmos por chinatown, caímos como que por quase uma coincidência em frente ao vesúvio. nesse dia, não resisti e fiquei sapeando a vitrine da livraria. todos os livros que sempre quis ler, livros que nem sabia que existiam de gente como bukowski.

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entrei, dei uma olhada rápida e meus olhos pararam em um livrinho pequeno, de capa preta com um quadrado vermelho no meio. pensei se levava ou não – sempre odeio ter esses pensamentos em viagens, porque sempre perco ótimas oportunidades. mas desta vez, não vacilei. tinha ficado encantada com a poesia que vi no livro. o autor tinha um nome interessante: lawrence ferlinghetti. filho de imigrantes, com certeza, como muitos da geração beat. comprei. barato, cerca de 12 dólares.

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de volta ao brasil, peguei o livro para ler: poetry as insurgent art. poesia sobre poesia. fui atrás de mais coisas sobre esse cara. na verdade, ele veio atrás de mim.

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escrevendo o roteiro da viagem, me detive em pesquisar mais sobre uma região da califórnia: big sur. pelas buscas, acabei encontrando um livro do kerouac com o nome da região. achei interessante e fui olhar sobre o que era: um período em que o escritor ficou na cabana de um amigo, em big sur, exilado, escrevendo um livro.

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o nome do amigo: ferlinghetti.

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a coincidência me fez querer saber mais sobre esse cara. fui atrás e descobri que ele é um dos poetas da geração beat. e mais: é o dono da city lights. sim, É, no presente. vivo até hoje, escrevendo até hoje, morando em san francisco.

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e cada vez mais que me aprofundo na história, acabo descobrindo outras coisas. é tanta coisa que recomendo dois links, sobre a livraria, que pode contar um pouco mais sobre toda essa geração:

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. City Lights Bookstore: Uma livraria em meio às luzes da cidade (parte I)

. A Geração Beat em San Francisco e a Liberdade de Expressão – City Lights Book Store – parte II

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e se san francisco continua a me trazer surpresas assim, mesmo depois de ter saído de lá… é sinal de que preciso voltar.

coming soon

21 ago

Neste momento, estou escrevendo o roteiro das férias: Los Angeles, San Francisco e New York City!  Tô colocando dicas de coisas que fiz… e também que não fiz (por falta de tempo, por só saber depois que fui pra lá hahah) para quem quiser fazer a mesma rota. Vale muito a pena!

 

E, em breve também, posts de coisas fofas que vi por lá!

Sala de embarque

15 ago

O vôo atrasou. Sozinha, tem gente que repara mais. Eu baixo a cabeça e fico só comigo. Tem gente demais na minha cabeça conversando comigo aqui.

Uma fila longa já se forma. Mas o avião ainda não chegou.

(mais tempo para conversas comigo mesma)

Vou ouvir música pra espantar todo mundo daqui.

E vou pegar aquele avião.
Mas só quando ele chegar…

ó, dúvida cruel…

24 jul

sem as autorizações necessárias da redy e da meg, publico aqui um diálogo (mais ou menos baseado no que lembro… e de antemão aviso que tenho memória falha) no gtalk dia desses, de madrugada.

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mas antes, a explicação: viajo com elas  daqui exatamente uma semana. dá para imaginar o nível de empolgação – uma viagem que a gente sempre quis fazer entre a gente.

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diálogos de madrugada

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depois da meg mostrar quinhentas mil coisas que queria comprar na viagem, veio a pergunta:

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meg: e agora? comprou a bolsa + relógio ou o notebook?
redy (sem pestanejar): a bolsa.

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juro que fiquei surpresa! a redy? sim, aquela menina que agora faz massagem e entrou na academia (a gente nunca poderia imaginar isso dela). e, diga-se de passagem, é editora do online de um jornal.

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eu: a bolsa!

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claro, eu demorei alguns segundos a mais para responder. sou proprietária de 2 notebooks e um itouch para emergências virtuais. e logo veio a explicação da resposta rápida da redy:

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redy: o notebook você compra depois aqui, parcelado em não sei quantas vezes.

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pensando nisso, dei a conclusão.

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eu: e a bolsa não fica presa na alfândega.

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